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Sinopse:A vila de Itaguaí jamais foi a mesma depois que Simão Bacamarte fez esta declaração a Sua Majestade. Embrenhado pelos fios tênues que separam a loucura da sanidade e amparado pelo poder político e social que a alcunha de “Dr.” lhe confere, Bacamarte se depara com as virtudes e fraquezas humanas da sociedade itaguaiense; um espelho, em menor ou maior grau de qualquer outra sociedade - Já que formada por seres humanos. Cada personagem, cidadãos ilustres da pequena vila, têm suas particularidades intrínsecas dissecadas, nas artimanhas mentais, melindres psíquicos e nos atos coletivos que respondem ao agir do poder público na cidade. Lúcido ou louco? Médico ou monstro? Só o cientista poderá responder, sobre os outros, ou melhor ainda, sobre si mesmo.
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Caso não tenha notado, ele gosta muito de brincar com a Semântica das Palavras ao batizar suas personagens, o que nos faz desvendar muito do que irá acontecer na trama se você conhecer esse pequeno detalhe… e bem… o coitado do Simão Bacamarte não fugiu a imprestabilidade de seu sobrenome (vide dicionário).
Dr. Bacamarte é um homem da ciência e em nome dela abriu mão dos ares e da importância que tinha na corte lusitana para viver na pequena Itaguaí, onde dedicaria sua vida à mais nova e fascinante pesquisa sobre a sanidade das pessoas, tornando-se um alienista. Não se cabia em si ante a possibilidade de se destacar na pesquisa da psiquiatria e só viveria e pensaria nesse grande feito.
Com o apoio da Câmara dos Vereadores ele abre a famosa Casa Verde, um grande recanto para tratamento da loucura alheia… era um empreendimento de grande sucesso, uma ideia fabulosa. Até Simão começar a internar toda e qualquer pessoa com o mínimo de descontrole emocional. Inicia-se então a revolução dos Canjicas, que tentam a todo custo derrubar a Casa Verde e libertar dela os cidadãos de bem injustamente trancafiados.
Obviamente o desenrolar desse conto é algo que poderei contar, pois a leitura dessa divertida obra é algo que lhe indico fortemente. Essa edição que adquiri, tem 112 páginas, letras grandes e um linguajar palatável para aqueles que temem o bom e velho português machadiano.
Apenas leia… e talvez descubra que a loucura é intrínseca a toda a raça humana.
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